Além da pouca participação social de mulheres na direção e na autoria, o mesmo também ocorre na fotografia.

Segundo o artigo de Danielle de Noronha, “Elas por trás das câmeras: Reflexões sobre as mulheres no Audiovisual”, a presença de mulheres na direção de fotografia de filmes longa-metragem (entre 1984 e 2014) representou 4%.

Ainda no artigo, ela cita o caso da cineasta colombiana Camila Loboguerrero. Ela foi discriminada por ser mulher. Em 1970, tentou participar de alguns cursos de câmera na Televisão Francesa. Passou por todos os requisitos necessários para cursar. Todavia, após eles perceberam que ela era mulher, não lhe foi permitido continuar a seleção. Na época foi dito que o cargo era após para homens justamente citando o termo “cameraman”. Foi indicado para que ela fizesse o curso de montagem.

A presença feminina no Audiovisual (ou a falta dela) reflete naquilo que é produzido, nas séries/filmes que assistimos. O histórico mostra que essa participação já foi completamente anulada no passado. Hoje, há iniciativas para mudar essa realidade, mas ainda há muito por se fazer. É desigualdade que chama.

Você sabia disso?

 

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