Produção em 2020

Não é possível! O ano mais produtivo que eu jamais poderia imaginar!

Em 2020 (já na era da pandemia) eu escrevi 2 Roteiros de séries (um de animação e um drama) e 1 Roteiro de longa-metragem. A estrada desses projetos vai ser feita nos editais. Por enquanto, só o longa-metragem já deu o primeiro passo em um edital de Festival. Uma das séries é tão nova que por enquanto só meu prof e colegas de Roteiro Avançado sabem do projeto.

Além disso, foram 3 Roteiros pra fazer Teatro por live aqui no Instagram. Inclusive considero esses os mais difíceis. Interpretar em uma live é algo muito subversivo.

– Ana, você diria que 2020 foi bom para criatividade?
– Diria que quando não há alternativas, só podemos seguir em frente.

Ficar sem produzir algo não é da minha natureza. Em outros tempos eu escrevi roteiros com mais calma. Inclusive este ano antes da pandemia com 1 Roteiro de curta-metragem. Também escrevi meus livros. Mas não é a mesma coisa.

A arte em tempos sombrios é também um remédio. Estive profundamente arrasada desde o início da pandemia. Mas meu jeito de lidar com a dor e o luto é fazendo algo. Além dos roteiros, pintei muitas paredes, pintei objetos, pintei o 7. O que não dava era pra ficar parada na minha zona de conforto que é trabalhar com Redes Sociais.

Espero sair do isolamento social em 2021. Torço pela aprovação da vacina pra que possamos voltar ao convívio sem preocupação! Tenho saudades do abraço de tanta gente! E, agora, tenho tanta gente que eu quero abraçar pela primeira vez, quando essa pandemia acabar.

Isso inspira você? Vá em frente!

 

 

A presença de mulheres na direção de fotografia de filmes longa-metragem representou 4%

Além da pouca participação social de mulheres na direção e na autoria, o mesmo também ocorre na fotografia.

Segundo o artigo de Danielle de Noronha, “Elas por trás das câmeras: Reflexões sobre as mulheres no Audiovisual”, a presença de mulheres na direção de fotografia de filmes longa-metragem (entre 1984 e 2014) representou 4%.

Ainda no artigo, ela cita o caso da cineasta colombiana Camila Loboguerrero. Ela foi discriminada por ser mulher. Em 1970, tentou participar de alguns cursos de câmera na Televisão Francesa. Passou por todos os requisitos necessários para cursar. Todavia, após eles perceberam que ela era mulher, não lhe foi permitido continuar a seleção. Na época foi dito que o cargo era após para homens justamente citando o termo “cameraman”. Foi indicado para que ela fizesse o curso de montagem.

A presença feminina no Audiovisual (ou a falta dela) reflete naquilo que é produzido, nas séries/filmes que assistimos. O histórico mostra que essa participação já foi completamente anulada no passado. Hoje, há iniciativas para mudar essa realidade, mas ainda há muito por se fazer. É desigualdade que chama.

Você sabia disso?

 

Mulheres na Política

Vamos aprimorar este Roteiro? A projeção é que a vitória do protagonismo feminino na política ainda é uma luta.

A nossa participação ainda é tímida no processo eleitoral. Há um vasto campo de desigualdade e falta de incentivo. Isso faz com que o eleitorado (que é maioria feminino no Brasil) ainda tenha dificuldade pra entender a importância de ter mulheres na política.

Se há falta de políticas públicas eficientes para mulheres, um dos fatores responsáveis é quem esteve no Executivo e Legislativo. Só uma mulher (cis ou trans) entende as necessidades específicas.

Até o momento, a única mulher eleita prefeita em uma capital (ainda no primeiro turno) é Cinthia Ribeiro (Palmas/TO). Nesta hora do post ainda não haviam apurado as urnas de Rio Branco.

Números

Em 2020 antes do resultado do segundo turno, segundo o TSE:

✔️Mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro

✔️ 651 prefeitas (12,1%)

✔️ 4.750 prefeitos (87,9%)

Nas câmaras municipais, foram:

✔️ 9.196 vereadoras eleitas (16%)

✔️ 48.265 vereadores (84%)

Parabéns a todas as mulheres eleitas este ano!! Que todas as mulheres possam abrir os olhos e entender que só aumentando a nossa participação social vamos mudar nossa realidade. Não basta votar, precisamos falar sobre isso na nossa rede.

A atual situação representa seus interesses?

Pense nisso.

 

 

 

Mulher, você já ficou indignada com alguma cena de novela/filme/série?

Quem nunca?  É comum ver isso em filmes/novelas/séries/peças mais antigas, mas não é uma regra. Está ocorrendo um movimento no mundo e se você não sabe eu vou compartilhar aqui.

É uma preocupação de mudar esse cenário antigo. Maioria dos roteiristas/autores dessas obras são homens. A consequência é que somente esse tipo de visão (às vezes com fetiche) tem mais visibilidade.

Nós (mulheres roteiristas) estamos fazendo um trabalho de formiguinha: escrevendo mais histórias, submetendo em concursos/editais/labs. É um processo longoooo, mas que as poucos vai chegar aí na sua tela do streaming, TV aberta/fechada, Instagram/YouTube.

O importante é que mais mulheres se vejam nessas obras e reconheçam seus sentimentos/comportamentos nas histórias.

Eu sou escritora e há pouco mais de um ano estou estudando nas principais instituições de Cinema do país pra conseguir contribuir com esse movimento. Minhas histórias mostram de fato como eu sei que uma mulher sente, sofre, supera e segue. É uma paixão escrever e sei que com isso vou inspirar outras!

Conte como você se sente:

Apresentar uma ideia é se colocar em uma vitrine

Uma reflexão após ensaio para um Picthing:

É preciso ter coragem para apresentar uma ideia. É botar pra frente e jogar para o universo algo que você acredita que vai fazer a diferença.

Sempre acredito que o ato de apresentar uma ideia/projeto é se colocar em uma vitrine. Vai ter julgamentos. Pensando bem…e quando não há? Só que desta vez os julgamentos são esperados. Para isso é preciso maturidade emocional para entender o quanto será construtivo.

Após se colocar na vitrine, é hora de pausar a caminhada e alinhar a rota. A vitrine pode ser aquela localização que faltava pra você seguir.

Vamos em frente!

Kamala Harris

Poderíamos fazer uma análise sobre a queda de Trump? Poderíamos. Também citar que nada acontece isoladamente e que um movimento contra o retrocesso que hoje envolve a América do Norte e do Sul está acontecendo? Yeah!

Mas vamos falar de uma protagonista desta mudança. Começa lá nos EUA. Kamala Harris é a primeira mulher negra e de ascendência asiática a assumir a Vice-Presidência dos EUA. Que boa notícia! Um suspiro de novos tempos neste 2020 tenebroso.

A Kamala tem 56 anos. É senadora desde 2017. Também foi procuradora na Califórnia de 2004 a 2011.

Aqui no Brasil não é novidade ter mulher na Presidência. Mas isso é história para outro dia.

Que cada vez possamos ocupar mais espaços de liderança! É só o começo!!

Vivaaaaa!!! Vamos celebrar o protagonismo dela!

Como ajudar uma mulher que cria conteúdo nas redes sociais?

PROTAGONISMO FEMININO ultrapassou muitas barreiras. Algumas ainda são invisíveis e não entendemos o motivo de existir.

Outras são mais simples e bem fáceis de transpor. Estou há mais de um ano com foco na criação de conteúdo de histórias com destaque para personagens femininas.

Também estou estudando para colocar essas histórias de forma mais destacada aqui no meu Instagram. Histórias de ficção e histórias reais que nos tocam também. Dependo desse algoritmo aqui do Instagram. Não basta apenas fazer pesquisas e produzir. Dependo que ele mostre esses conteúdos para vocês.

Aí podemos combinar uma coisa? Vamos nos ajudar! Fazer essa rede ser mais igualitária! Conto com você.

Então, como ajudar ajudar uma mulher que cria conteúdo nas redes sociais?

  • Comentando. O algoritmo da rede entende que esse conteúdo é importante. Você vai ajudar a impulsionar a voz dela!
  • Compartilhando
  • Dando like
  • Salvando

Isso faz com que o nosso posicionamento tenha mais peso.

Gostaram?

De perto, ela não é normal

De perto, ela não é normal. Mas quem não é??

Este é um post do coração pra divulgar o novo filme da minha mamis poderosa, mentora Suzana Pires. Ela me acelerou tanto que agora eu não consigo mais parar!

Vamos assistir esta comédia? Está disponível no Telecine + plataformas de aluguel + plataformas digitais ! No elenco tem Ivete Sangalo, Angélica, Gaby Amarantos e mais outros maravilhosos.

Agora, quem manteve seu nível “normal” nestes 8 meses de pandemia??

Antes do corona rodar o planeta eu tinha coleção de tênis e maquiagem. Agora, só usei tênis 3x nas saídas de emergência. Maquiagem está quase fora da validade e com quase nenhum uso.

O que é normal hoje pra mim? Ensaboar verduras, frutas e sacolas. Quem diria? Nunca imaginei que em 2020 eu ficarei ensaboando uma palma de banana no sábado à noite. Mas né? É só o que temos!

E vocês? Qual o nível de “normal” de vocês?